05/06/2014

ALEXANDRE HERCHCOVITH um estilista a frente do seu tempo...

Unknown
This is a first in a series of portraits I am creating exclusively for Style Map, with photographers Murilo Yamanaka and Tathiana Kurita, featuring Brazilian designers.
To get started, there is no one better than Alexandre Herchcovitch to set the bar high. The man, who has one of the most solid careers and reputations in Brazil, is celebrating twenty years of his professional journey in 2014.
Even with his achieved maturity, Herchcovitch’s fashion is still young and controversial as always—we’ve recently spotted Lady Gaga and Rihanna in his designs. The only difference is that now he is not an outsider anymore. He has grown way beyond fashion, working with many different worlds to constantly reinvent himself and evolve as a creator.
I had a nice chat with him to discover and reveal more of his world and culture.
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Wow, twenty years! How did this anniversary come so fast?
In the past twenty years, I can say that I have felt privileged in my profession. It has allowed me to be a creator for many universes, way beyond fashion. My day-by-day is very diverse. I deal with many different subjects at the same time, and not only clothes. Fashion is how I started and it is my passion, but moving toward different universes makes me grow professionally and as a person, too.
What other universes are you interested in?
Today interiors is something that—after fashion—tells me so much about people’s personalities. I know you a little bit, Jorge, and I can read you by the way you dress, but if I visit your house, it should tell me more about you. This is what I try to achieve. I try to transfer my thinking for clothing to the interiors universe. We do so much. We have pillows, mugs, we even did a new, more elaborate furniture collection. I am also launching a culinary book next year.
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That’s exciting. As I live in São Paulo and have grown with your brand, I see it as a lifestyle destination. How would you describe it?
With my latest line (above), recently launched at Micasa, you can understand the feeling of my brand. We have heavy pieces of furniture that stand in very fragile structures, sometimes even crooked. It is intriguing. How something heavy can be supported with something really light? You can find that in my fashion as well, with the proposals I show and themes I choose. Here at Style.com, in many reviews, the word quirky is used to describe my style. At first I didn’t get it, but now I kind of like it. I’d rather be quirky than boring.
Photos: Murilo Yamanaka and Tathiana Kurita; Marcus Tondo / Indigitalimages.com; Courtesy of Micas
fonte: style.com
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Iconoclasta diz-se da  pessoa que se opõe às convenções, tradições, regras ou normas. 

Lendo acima e refletindo nesta caminhada, sobre o Herchcovith ....

Vinte anos como um profissional que sempre apresentou uma atitude diferente na moda ... sem medo de inovar... sem medo de expressar suas ideias... Este sem dúvida é o Herchcovith. Uma carreira movida pela intensa ação do fazer e refazer.

Voltando no tempo lembro, quando a jornalista Erika Palomino  começou a dar destaque na coluna "Caderno de Moda" da Folha de São Paulo - para um jovem estilista que : curtindo as noites paulistana, propunha uma moda alternativa para um público diferenciado. Colecionei vários recortes deste caderno, contendo novidades sobre o "mundinho fashion que acontecia em São Paulo", sobre as criações de Alexandre Herchcovith, Mercado Mundo Mix, etc... Depois toda a caminhada do Alexandre nas passarelas da moda e em empresas como Zoompy por exemplo. 

Hoje observando-o como um estilista brasileiro reconhecido internacionalmente é uma grande satisfação.

Pena que para este novo tempo da moda brasileira, a indústria têxtil não tenha se preparado e muitas ficaram para trás. A globalização engoliu muitas empresas, destruiu postos de trabalho e arruinou com a vida de milhares de pessoas desfavorecidas. Assim como algumas marcas faliram, muitos estilistas se suicidaram... desenvolver moda no Brasil não é fácil. Não é tão simples como muita gente pensa. A terceirização que tomou conta do cenário industrial  desde anos 80, foi um grande tiro no pé de muitos que acreditaram que iriam enxugar suas fábricas e reduzir custos. Hoje grandes empresas que viraram as costas para a massa produtiva do chão de fábrica: costureiras, modelistas, cortadores, enfestadores, acabamento, arremate, etc. -  Estes, estão perdendo o sono, com as fiscalização da justiça do trabalho e com as denúncias sobre trabalho escravo, devido suas oficinas de costuras externas não apresentarem condições mínimas de trabalho, expondo a vida e a saúde dos trabalhadores. A terceirização surgiu como uma alternativa de crescimento para ambos os lados e não deu certo.

Espero que Alexandre Herchcovith continue avançando, dando certo como estilista, como mídia e como marca.

Abçs.

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